quinta-feira, 2 de agosto de 2018

A formação da riqueza e a falsa noção de desigualdade econômica

Existe uma grande confusão quando se fala em distribuição de riqueza, concentração de riqueza, desigualdade social, justiça ou injustiça social e desigualdade econômica.

Existem também inúmeras situações que podem ser consideradas exemplos de injustiças - ou injustiças sociais - como preferem alguns. Entretanto, colocar todos estes conceitos e exemplos num mesmo saco, na melhor das hipóteses, é deixar de contribuir para uma compreensão mais profunda sobre tão importante problema social.

Digo isso porque há pessoas e grupos de interesses que conhecem muito bem estas diferenças, mas preferem justamente “encher” o referido saco (literalmente) com todas estas ideias bem misturadas, propositalmente, para confundir ainda mais as pessoas e tirar proveito disto, apostando na superficialidade com que o povo, de um modo geral, trata o assunto.

Como a abordagem da justiça social é muito ampla, gostaria de chamar a atenção para algumas questões econômicas que muitas vezes são rotuladas dentro desse conceito, e que acabam por carregar uma má fama na carona de outras grandes injustiças que acontecem no mundo e em nosso país.

Especificamente sobre a questão da desigualdade econômica, um grande perigo que se corre ao nivelar tudo como injustiça social, é perder o foco e a oportunidade de entender realmente as causas que estão por trás das disparidades de produtividade e de renda que existem em todas as sociedades. E quando o diagnóstico está errado, a tendência é o remédio piorar as coisas.

Em artigo publicado recentemente no site do Instituto Mises Brasil, o economista Walter Williams, professor honorário de economia na George Mason University, faz uma excelente distinção sobre estes conceitos, abordando o assunto de forma clara, lembrando sempre que desigualdade não é a mesma coisa que pobreza:

“Segundo as estatísticas compiladas pelo economista britânico Angus Maddison, passamos de uma renda per capita mundial de 1.130 dólares por ano em 1820 para uma de 15.600 em 2015. E isso ao mesmo tempo em que a população global aumentou de 1 bilhão de pessoas para 7 bilhões. (Veja o estudo. Confira também este vídeo).”

“Saber que a renda anual de uma pessoa é de $5.000.000 e que a renda de outra pessoa é de $12.000 é algo que não nos diz absolutamente nada sobre justiça econômica e social. Para determinar se realmente houve injustiça econômica e social é necessário fazer perguntas sobre o processo de enriquecimento”.

“A maioria das pessoas que faz pontificações altivas sobre desigualdade econômica — inclusive economistas, para vergonha geral — simplesmente não reconhece, ou não deixa explícito, que a renda de uma pessoa é resultado de algo que ela fez. Sendo assim, apenas observar um determinado resultado não pode ser utilizado para determinar se houve justiça, isonomia e sensatez”. 

Não é a riqueza que dá valor à renda, mas sim a renda que dá valor à riqueza. O valor de um terreno não depende do terreno em si mesmo, mas sim do valor de todos os serviços que ele permite”.

Ter uma ideia mais clara e aprofundada sobre este tão instigante tema é muito importante para que possamos pensar em soluções corretas e aplicáveis. Para ler o artigo completo acesse https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2921

Quanto custa?

O velho ditado diz: tudo na vida tem seu preço. Costumo acrescentar: tudo na vida, que está à venda, tem seu preço. Aquilo que está à ve...