Prosseguindo
com as nossas reflexões iniciadas no post anterior, seguem mais algumas questões antes
de começarmos a montar o nosso Balanço Patrimonial:
-
Qual bem é mais valioso quando se pensa em adquirir um veículo: Uma BMW X6 zero km, que custa em torno de R$
350.000,00, ou um furgão Mercedes Sprinter 2006, que custa em torno de R$
70.000,00?
Lembre-se
sempre que o nosso objetivo é administrar a vida de uma pessoa física como se
fosse uma empresa, com o foco na geração de caixa. Sendo assim, é claro que o
bem mais valioso é o furgão, que pode e deve ser utilizado para gerar renda, ao
contrário da MBW, um bem de uso pessoal que só gera despesas, não empregável em
atividade comercial ou de serviços.
Neste
contexto, o furgão poderá ser utilizado em alguma atividade produtiva e será registrado
no BP PF como um ATIVO, desde que as receitas geradas sejam superiores às
despesas da operação (manutenção, depreciação, seguro, impostos e uso em geral).
Registre-se
que a BMW tende a ter custos gerais maiores que o furgão, uma vez que as
despesas de impostos e depreciação dos carros novos impactam mais nos primeiros
anos. Também deve ser incluída nessa conta o custo de oportunidade do capital,
que poderia estar rendendo juros em uma aplicação financeira de baixo risco
(títulos públicos, por exemplo), ao invés de estar gerando custos e sofrendo
depreciação.
Desta
forma, a BMW deve ser registrada no PASSIVO, por ser um fator gerador de
despesas e por não contribuir para a geração de receitas da pessoa física. Além
disso, a opção de compra do furgão leva a uma economia de R$ 280.000,00, que
poderão ser investidos em outra atividade produtiva ou numa aplicação
financeira de baixo risco, para render juros e gerar caixa, fazendo com que tal
investimento também seja classificado como um ATIVO.
Neste contexto, vale também uma regra simples que uso desde muito tempo: o gasto com veículo de passeio nunca poderá ultrapassar 10% do patrimônio pessoal, ou seja, se o seu patrimônio soma R$ 500.000,00, você poderia destinar, no máximo, R$ 50.000,00 para a “rubrica contábil veículos”. Caso seu patrimônio seja em torno de R$ 1 milhão, no máximo R$ 100 mil.
E pense bem antes de comprar um carro zero quilometro, pois a depreciação e o custo de rodagem nos primeiros anos são enormes. E ainda pior é comprar carro zero financiado. Aí não há fórmula financeira que resolva.
Neste contexto, vale também uma regra simples que uso desde muito tempo: o gasto com veículo de passeio nunca poderá ultrapassar 10% do patrimônio pessoal, ou seja, se o seu patrimônio soma R$ 500.000,00, você poderia destinar, no máximo, R$ 50.000,00 para a “rubrica contábil veículos”. Caso seu patrimônio seja em torno de R$ 1 milhão, no máximo R$ 100 mil.
E pense bem antes de comprar um carro zero quilometro, pois a depreciação e o custo de rodagem nos primeiros anos são enormes. E ainda pior é comprar carro zero financiado. Aí não há fórmula financeira que resolva.
Veja
bem, não estou aqui pregando que as pessoas não devam comprar carros ou outros
artigos de luxo, mas apenas lembrando quanto custam esses bens em nossa vida
financeira. Cada um sabe das suas possibilidades e, muitas vezes, as emoções se
sobrepõem à razão. O importante é ter consciência da escolha que se está
fazendo.
É
desta forma que as decisões tomadas ao longo do tempo vão construindo os ativos
e passivos que carregamos durante a vida e escrevendo a história financeira de
cada um, com seus sucessos e fracassos.
Continuaremos
exercitando nosso novo paradigma financeiro nos próximos artigos.
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